A obesidade é o resultado mais comum do desequilíbrio entre o gasto energético e a ingestão, e de acordo com a Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, é considerado um problema de saúde pública com sérias conseqüências físicas, psicológicas e sociais. O balanço energético é determinado de um lado pelo consumo energético e de outro pelo gasto energético. Quando desequilibrado, alguns fatores podem levar a um acúmulo ou redução excessiva de energia armazenada como gordura corporal.
Os fatores que podem levar uma pessoa a ser obesa são: genéticos, nutricionais, endócrinos, hipotalâmicos, farmacológicos, a administração de insulina, glicocorticóides e o sedentarismo. Este processo leva ao aumento das células adiposas e também aumento do número dessas células. Assim o tamanho final dos depósitos adiposos dependeria da interação entre a carga genética, fatores ambientais e hormonais que influenciariam o número e o tamanho de tais reservas. O sedentarismo e o excesso de peso são problemas interdependentes e podem ser combatidos através de um estilo de vida ativo fisicamente.
Considerando o crescimento de indivíduos com sobrepeso e obesos em várias partes do mundo, entre elas o Brasil, tornam-se necessárias estratégias que busquem o seu controle. Dieta e exercícios físicos aeróbios são reconhecidos como uma maneira de contornar o problema, já a musculação na perda de peso é ainda muito questionável.
Estudos apontam que a musculação pode aumentar gasto energético total através do próprio custo energético de sua execução, assim como durante o período de recuperação pós-treino (EPOC). É através da taxa de metabolismo basal (TMB) que observamos a quantidade de energia necessária para a manutenção das funções vitais do organismo. Diversas variáveis associadas à musculação proporcionarão de maneiras distintas os resultados obtidos. No geral, considerando todos os estudos, este trabalho aponta que a intensidade é a variável de maior impacto sobre o gasto energético durante a realização da atitude e a intensidade sobre o EPOC.
A musculação no tratamento de obesidade aumenta a resistência ao impacto nas articulações durante o exercício, favorece o fortalecimento muscular diminuindo o risco de lesão durante o treinamento e atividades da vida diária, aumento do metabolismo basal devido ao ganho de massa muscular levando o organismo a aumentar seu gasto calórico. O trabalho de musculação e ginástica localizada, ambos com peso, seria um complemento para fortalecer a musculatura para suportar os exercícios aeróbios mais intensos. Os profissionais de saúde envolvidos no tratamento da obesidade devem pôr em prática as estratégias evidenciadas pelos diversos estudos, utilizando os recursos terapêuticos disponíveis adequadamente e como meio de prevenção.
O importante para emagrecer de forma saudável é mesclar atividades aeróbias com treinamento neuromuscular e uma alimentação bem equilibrada. Para ter sucesso na perda de peso procure sempre um profissional de Educação Física, um médico e um nutricionista para fazer um trabalho adequado.